sexta-feira, 26 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
2014 - CPT 15 - Amizade
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Política e religião
O perigo são dois extremos quando o assunto é política e religião. Um governo com ideologia anticristã, contrário a qualquer crença, transgressor da moralidade e de princípios básicos da sociedade, ou um governo que impõe a sua religião e práticas, algo parecido com o estado islâmico. São posições radicais, fundamentalistas, condenadas por Martinho Lutero há 5 séculos na antiga Alemanha quando defendeu o estado laico. Política é uma instituição que “não pode estender-se ao céu e sobre a alma, mas somente sobre a terra - o convívio externo dos seres humanos - onde pessoas podem ver, reconhecer, julgar, opinar, castigar e salvar”, escreveu Lutero. Por isso a sua tese: “Tem que se distinguir cuidadosamente esses dois regimes e deixá-los vigorar; um que torna justo (cristão), o outro que garante a paz exterior e combate as obras más”.
No entanto, apesar desta essencial separação, Lutero não sugere um seguidor de Cristo omisso e indiferente às questões públicas. Ao lembrar que a política é o esforço constante e paciente para estabelecer e manter uma ordem social compatível com os valores do cristianismo, ele compromete um país com tradição cristã ao que todos, crentes e descrentes, desejam: honestidade, justiça, ordem, progresso, trabalho, liberdade, tranquilidade. Ou seja, quanto mais gente cristã num lugar, menos insegurança social. Mas então, porque tal contradição de um Brasil corrupto e injusto? Somos quase 90% de “cristãos”. Qual o problema?
O problema está na cara. Ou melhor, no coração. Esta incoerência fez Jesus contar uma parábola: “Quem ouve os meus ensinamentos e não vive de acordo com eles, é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, o vento forte, e a casa caiu”. O Brasil precisa de gente com juízo, sabedoria, capaz para fazer aquilo que o 5 de outubro exige. O Brasil precisa de gente que ouve e vive os ensinamentos de Jesus.
Marcos Schmidt - pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
29 de agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Escola Bíblica ‘Com Jesus’
sábado, 9 de agosto de 2014
2014 - CPT 10 - Pais
Um super-heroi, um companheiro de aventuras ou um cara muito legal, que brinca, ri e ensina. Além de dar a vida, os pais têm papel importante na vida dos filhos.
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Entrevistados:
Hélvio Veide - Pastor
Alex Schmökel - Pastor
Oscar Zimmermann - Pastor
Fernando Garske - Pastor
Volmar Herbertz - Pastor
Ismael Rediske - Pastor
João Carlos Tomm - Pastor
Gerson Linden - Pastor e Professor
Realização
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Produção
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
Fica a Dica: PAIS, AS MÁSCARAS DE DEUS!
No próximo final de semana vamos comemorar o Dia dos Pais. Muitos lembram com saudade daqueles tempos de criança, onde o pai era praticamente um super-herói: tudo ele resolvia. Todos os problemas eram facilmente resolvidos pelo pai. Não é difícil ouvir um filho dizer cheio de orgulho no peito: “Quando crescer quero ser que nem o meu pai”.
Muitos também vão lembrar de alguém que abria mão do seu tempo com a família, enfrentava o frio e chuva para trabalhar, acordava cedo no forte do inverno! Tudo isto para que os filhos tivessem suas roupas, comida e sustento garantidos. Pai: homem escolhido por Deus para educar e criar para a vida. Pai que tantas vezes orou a Deus com o coração apertado, vendo você ainda pequeno e doente. Pai que aprendeu a confiar ainda mais em Deus quando teve filhos e filhas.
Dia dos Pais é um bom momento para olhar para trás e ver Deus presente na nossa história de vida através destes homens que chamamos de “meu pai”. Dia dos Pais nos faz ver o nosso pai e ver ele como uma “máscara” de Deus – ou seja: não era só o nosso pai que nos pegava no colo alegre e feliz, não era só o nosso pai que estava nos levantava de um tombo, não era só o nosso pai que jogava bola e corria feliz com a gente. Por detrás de tudo isto, estava o Salvador Jesus, nos amando e nos educando para a vida. E para isso usou o jeito do seu pai, o carinho do seu pai, os braços e as mãos daquele homem que você amará para sempre. Quando Deus deu o 4° mandamento à humanidade, que fala de honrar, amar e respeitar o nosso pai, Deus também estava nos ensinando a confiar e a respeitar ele mesmo: assim como você aceita do seu pai tanto o castigo como o abraço amoroso, assim também você aceita do próprio Deus as coisas boas e as coisas ruins da vida.
Então fica a dica: pais são máscaras de Deus, instrumentos do amor de Jesus. Vamos juntos louvar a Deus por tudo isto? A Congregação Cristo está preparando cultos bem especiais para o Dia dos Pais: sábado às 20h e domingo às 9h. Você e sua família estão convidados para celebrar o amor salvador de Jesus, amor que tantas vezes sentimos no colo e na proteção de um pai!
Pastor Bruno A. Krüger Serves
Congregação Evangélica Luterana Cristo, Candelária-RS
Coluna Fica a Dica, Folha de Candelária.
sábado, 2 de agosto de 2014
A guerra de Israel
A guerra na Faixa de Gaza tem implicâncias bíblicas? De uma trincheira são os sionistas que buscam nas páginas do Antigo Testamento a reivindicação das terras de Israel, de outra, os islâmicos, expulsos da Palestina na criação do estado israelense em 1948. O radicalismo religioso de ambos, interesses políticos e econômicos, e a própria tendência humana pela guerra, tudo isto pode complicar ainda mais a vida no planeta já amargurado na desgraça da degradação ambiental e social. Além disto, um segmento da cristandade interpreta literalmente, de forma política e geográfica, as profecias bíblicas sobre a restauração de Israel, e nesta guerra, pedem orações em favor dos descendentes de Jacó. Uma visão alimentada pela perseguição maciça contra cristãos em muitas nações que seguem o Alcorão junto com o terrorismo dos radicais muçulmanos - a exemplo do Hamas na Faixa de Gaza - que pregam a guerra santa do islamismo e a conversão do mundo inteiro às regras de Maomé.
Enquanto isto, se Salomão não vai ao monte Sião, o monte Sião vai a Salomão. Aqui no Brasil foi inaugurada uma réplica majestosa, de cair o queixo, do Templo de Salomão. Tudo para revelar ao mundo as bênçãos terrenas da “igreja de Cristo” - outra guerra santa por interesses políticos, econômicos e territoriais. Uma Faixa de Gaza brasileira nesta mistura insana de política e religião na conquista de poder. Por isto o monte de políticos na inauguração deste templo, tudo na conquista de votos no início de uma campanha em que bombas atingem a ética e a verdade.
“Meu reino não é deste mundo”, respondeu Jesus a Pilatos antes de morrer na cruz pela humanidade. Territórios, terras, templos, bens materiais, poder político, glórias, prestígios – a história não nega, tudo isto tem começo e tem fim. Assim, o recado de Jesus com endereço: “Onde está o teu coração está o teu tesouro”. Num mundo de guerras, ganância, ódio, violência, orgulho, vaidades, o Evangelho de Cristo permanece com a solução.
Marcos Schmidt - pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
2 de agosto de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Cicatrizes
A vida nos deixa com cicatrizes. Alguns mais, outros menos.
Mas a história de Victoria Wilcher, de apenas 3 anos, é triste. Ela supostamente teria sido “convidada” a se retirar de uma loja de fast food, nos Estados Unidos, porque sua aparência estava assustando os clientes.
Victoria possui várias cicatrizes no rosto e não tem o olho direito. Ela foi vítima de um ataque de três cães da raça pit bull em abril. A rede de fast food abriu investigações e resolveu doar 30 mil dólares para ajudar na recuperação de Victoria.
Você já se assustou com as cicatrizes de alguém?
Antes, porém, responda: quais são as suas cicatrizes? Sim, porque você as tem. Eu também tenho. Na mão direita. Não menor que 10cm. Fora aquelas que ninguém vê.
Mas não me envergonho delas. Porque, no fundo, como disse o escritor Caio Fernando Abreu: “Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi”. O meu passado foi real, as lutas existiram, a ferida também. Mas Deus me trouxe até aqui. E cá Ele está comigo.
Isso me faz lembrar a história do menino atacado por um jacaré. Ele tinha ido nadar num lago atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo, deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa. Porém, ao cair na água, não percebeu que um jacaré estava deixando a margem do lago e indo em sua direção.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Apavorada, a mulher correu para o lago, gritando para o filho o mais alto que conseguia: “Filho! Filho! Cuidado! Volte! Saia da água! Rápido!”
Ao ouvir a voz da mãe, o menino se assustou e começou a nadar na direção dela. Mas já era tarde. Assim que o menino chegou perto da mãe, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou o filho pelos braços enquanto o jacaré o abocanhou pelos pés. O animal era muito mais forte do que a mulher, mas o amor pelo filho lhe dava forças para não deixá-lo ser levado por aquele bicho perigoso. O desespero de mãe e filho parecia não ter fim, até que um fazendeiro, que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e matou o jacaré.
Após semanas no hospital, como um milagre, o pequeno menino sobreviveu. Seus pés ficaram completamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, continuavam também as marcas profundas, onde as unhas da mãe estiveram cravadas enquanto lutava para salvar o filho amado.
Um repórter que entrevistou o menino após o trauma, perguntou se ele podia mostrar suas cicatrizes. A criança, inocentemente, mostrou seus pés. O repórter ficou chocado com o que viu. Porém, o menino falou orgulhoso: “Mas olhe em meus braços! Eu tenho também grandes cicatrizes nos meus braços porque minha mãe não deixou o jacaré me levar”.
Se você tem cicatrizes - da vida, no corpo, na alma -, lembre-se: Deus não deixou você ir.
Queira Deus que a Victoria possa ter seu rosto restabelecido da melhor forma possível.
E quando você encontrar alguém parecido com ela, não se envergonhe das cicatrizes, nem repugne, muito menos julgue.
Você tem as suas. Eu tenho as minhas. E mesmo assim Deus segue conosco.
Tudo isso porque Jesus tem as cicatrizes do amor nas mãos e nos pés. Cicatrizes sem culpa, fruto do Amor, marcas da vitória. Cicatrizes que concedem perdão e salvação. Cicatrizes que fazem a nossa vida valer a pena.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Parabéns, campeão!
Já conhecemos o campeão.
Foram muitas batalhas. Muita garra. Dedicação.
Também teve sofrimento. Superação. Sacrifício.
Mas valeu a pena.
O suor no rosto mostrava a angústia.
As lágrimas, ao longo do caminho, agora são lágrimas de alegria.
Até sangue foi derramado.
O início foi avassalador, já com uma goleada sobre quem se julgava superior, melhor do mundo.
Mas o campeão era diferente. Não olhava para o telão, buscando os holofotes, em vaidade, presunção ou futilidade. Não. Não foi fanfarrão, mas jogou em silêncio, às vezes num silêncio profundo e mortal, mas eficaz.
O campeão nunca foi egoísta, nem pensou apenas em si, em suas glórias, no que poderia ganhar. Não quis dinheiro, fama ou contratos milionários. Antes, pensou na nação, jogou por ela, batalhou por ela, venceu por ela.
Claro, houve percalços. Muitos queriam impedir a vitória do campeão. Fizeram faltas, algumas bem violentas... Reclamaram, atingiram... Armaram estratégias, golpes, ataques... Juízes parciais marcaram impedimentos inexistentes, pênaltis simulados, deram cartões sem fundamento e tentaram expulsar injustamente.
Mas foi tudo em vão.
A estratégia do campeão prevaleceu. E ele seguiu convicto, marchando confiante, jogando triunfante. Nada o deteve.
Até mesmo quando o jogo parecia perdido, a virada apareceu. Quando parecia exausto, sem condições de lutar e avançar, o campeão não se entregava. Quando se esperava uma batalha igual, ele ganhava de goleada. E que goleada!
Ninguém esperava. A maioria estava ao lado de outros. Mas o campeão foi mais forte, equilibrado, decisivo. Nunca desistiu, mesmo diante das adversidades. Foi ousado e humilde, polivalente e perseverante. Tinha um foco claro e por ele combateu desde o início. A iniciativa do jogo sempre foi dele.
Seu triunfo foi um passeio, um verdadeiro chocolate!
A final, verdadeiramente épica, vai ficar marcada para todo o sempre. E a taça é, merecidamente, sua.
É por isso que, hoje, milhões no mundo inteiro gritam, com justiça: “Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!”
Que o digam os hermanos, os brasileiros, todos os demais e até mesmo os alemães!
Porque nessa copa, a maior e mais importante de todos os tempos, a copa das nossas vidas, o campeão, com todo o direito, é... JESUS!
A Ele nossos parabéns, nosso louvor e gratidão!
E, se você crê nesse verdadeiro campeão e vencedor, então Ele mesmo garante: o título deste artigo também vale para você.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Perder para ganhar
O assunto já encheu a nossa paciência, mas se ainda existe resignação, penso que no livro "Lições da Copa" o mais significativo fica no capítulo Saber Perder. Os argentinos não souberam. "Nos robaron la ilusión", reclamaram eles. Os alemães souberam ganhar. Antes e depois. O que não veio de graça. Este povo precisou encurvar-se de forma dolorosa após a queda do nazismo - tudo por conta da soberba. Qualquer arrogância - no esporte, nas tradição cultural, na etnia, na religião, na carreira profissional, no status social, no nível econômico - carrega um domínio pernicioso quando sempre na vida há vencedores e perdedores. Para nós brasileiros foi menos traumático perder por 7x1 de uma Alemanha que não tirou nossa dignidade.
O apóstolo Paulo pensou em algo parecido quando escreveu: "Mas dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo. Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus..." (2 Coríntios 2.14). Ele busca uma imagem estarrecedora para falar de outra coisa. Quando o cruel exército romano entrava triunfalmente na capital arrastando por correntes e chicotadas os prisioneiros de guerra, neste caminho de vitória e humilhação haviam piras de incenso que exalavam um perfume que invadia toda a cidade. Paulo diz que é muito melhor ser prisioneiro de Cristo, e que a vida do cristão é um perfume que espalha vida. Ser prisioneiro de Cristo não deixa de ser um processo doloroso, exige a desistência de qualquer virtude, vaidade, ostentação, valentia. É preciso render-se, humilhar-se, desistir da auto suficiência e vitória pessoal. Atitudes estúpidas à natureza humana, mas necessárias para Cristo reinar em seu amor e, desta forma irracional, conduzir alguém à verdadeira vitória. Ao falar desta conquista, Paulo diz que "somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós" (4.7).
Marcos Schmidt - pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
17 de julho de 2014